Sede do Banco Central Europeu em Frankfurt; instituição monitora crise energética.
O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter sua taxa básica de juros em 2% nesta quinta-feira (19). A autoridade monetária alertou que o conflito envolvendo o Irã está impactando diretamente as perspectivas de crescimento econômico e a trajetória da inflação na zona do euro.
A escalada nos preços do petróleo e do gás, verificada desde o início das operações militares de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, elevou o risco de que os custos de energia pressionem os preços ao consumidor de forma prolongada.
Segundo o comunicado oficial do BCE, a guerra no Oriente Médio terá um impacto material sobre a inflação no curto prazo. A instituição destacou que as implicações de médio prazo dependerão da intensidade e da duração do conflito, bem como do repasse dos custos energéticos para a economia real.
Apesar do cenário de incerteza, o Conselho do BCE afirmou estar bem posicionado para lidar com a situação, destacando que as expectativas de inflação de longo prazo seguem ancoradas em torno da meta de 2%.
Diante da nova realidade geopolítica, o banco revisou suas estimativas para os próximos anos:
O BCE informou que publicará cenários alternativos para refletir os riscos de uma interrupção prolongada no fornecimento de energia. Analistas sugerem que esse cenário resultaria em inflação ainda mais alta e crescimento econômico abaixo das projeções básicas.
A postura de cautela do BCE acompanha mensagens semelhantes transmitidas por bancos centrais dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Japão, Suécia e Suíça. Todas as instituições monitoram de perto como a volatilidade das commodities impactará a estabilidade de preços global.


