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O comando da economia brasileira passará por uma troca oficial nesta quinta-feira (19). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou sua saída da pasta após pouco mais de três anos de gestão. O cargo será assumido por seu atual secretário-executivo, Dario Durigan.
A desincompatibilização ocorre para que Haddad possa concorrer ao governo de São Paulo nas eleições deste ano. O anúncio oficial da candidatura deve ser feito ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante evento no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo (SP).
Dario Durigan assume a Fazenda em um momento de alta complexidade macroeconômica. No cenário externo, o conflito no Oriente Médio pressiona os preços globais do petróleo, o que gera incertezas sobre a trajetória da inflação e a velocidade dos cortes de juros pelo Banco Central.
Domesticamente, Durigan terá que lidar com um Orçamento comprimido por gastos obrigatórios e articular a agenda econômica com um Congresso Nacional em período pré-eleitoral. Entre os desafios imediatos estão:
A passagem de Fernando Haddad pela Fazenda foi marcada pela substituição do antigo teto de gastos pelo novo arcabouço fiscal. Sua gestão priorizou o aumento da arrecadação e o combate a benefícios tributários para sustentar as metas fiscais.
Sob seu comando, foram aprovadas medidas como a taxação de fundos exclusivos e offshore, apostas esportivas e a reforma tributária sobre o consumo. Contudo, o período também registrou o avanço da dívida pública, que saltou de 71,4% do PIB em janeiro de 2023 para 78,7% do PIB no início de 2026. Haddad atribui o movimento ao custo elevado dos juros no país e à herança fiscal recebida da gestão anterior.
Dario Durigan, formado em Direito, possui experiência na Advocacia-Geral da União e na Casa Civil. Antes de se tornar o “número dois” da Fazenda em 2023, atuou como diretor de políticas públicas do WhatsApp. Ele assume com a missão de manter a interlocução direta com o Congresso e garantir a continuidade do plano econômico do governo.


